Montchenot, a Vertical Histórica em Brasília

Uma vertical do mítico vinho MONTCHENOT ocorreu pela primeira vez na Capital Federal. Na noite de 7 de dezembro/2018 esta histórica degustação, realizada no espaço gourmet da World Wine BsB (410 Sul), encantou um seleto grupo de enófilos que aguardavam ansiosos para provar esta pérola da vinicultura argentina. Longe dos holofotes mercadológicos, mas bem próximo dos sérios especialistas, esta ampola da Argentina permeia o imaginário popular mesmo na terra de seus conterrâneos.

A Bodegas López é a responsável por este feito, que considero único na Argentina; produzir um vinho da mesma forma há mais de meio século, desde que o rótulo Montchenot foi engarrafo pela primeira vez, em 1960. Seu idealizador foi o filho do patriarca espanhol José López – fundador da vinícola em Maipú/Mendoza, em 1898 – o senhor Federico Lopez, que ao retornar de viagem à região de Reims, França, ficou extasiado com o vilarejo Montchenot, dando início à produção de seu icônico vinho.

O Montchenot Gran Reserva 15 años é feito a partir de parreiras velhas com mais de 80 anos de idade(!!). De pequena produção: 20.000 garrafas, a primeira safra saiu em 1960 e desde então quase ininterruptamente até a recente de 2003. Sempre com mesmo corte bordalês de cabernet sauvignon (predomínio), merlot e malbec. Após a colheita o vinho é maturado em grandes toneis de carvalho francês de 5.000 lts por 10 anos. Depois permanecendo por mais 5 anos nas garrafas. No caso do Gran Reserva 20 años, ele fica 10 anos engarrafado. Qualquer semelhança com o famoso espanhol Vega-Sicilia Único é mera coincidência [Risos!!]. A seguir contamos como foi a vertical, que encantou a todos, especialmente pela qualidade do que era vertido das 5 (cinco) garrafas.

Primeiramente, mas fundamental, agradeço com carinho enorme ao meu novo parceiro na busca de nossas ‘precious’, das cinco safras adquiridas em Buenos Aires, o amigo de longa data Wang Ying TS. Enófilo com grande interesse em conhecer novos e inesperados vinhos garimpados.

Montchenot-15años 2003 – iniciou com alto astral a degustação da noite, com seus aromas abertos de alcaçuz e estrebaria, além de caramelo bem leve, numa boca agradável, alegre e contagiante. Profundo e elegante, mostrou harmonia e força. De cor tijolo/rubi integral, com ótima limpidez. Nota-AC: 93 pts.

Montchenot-15años 2002 – deu sequência à qualidade da safra anterior mas com um ponto a menos em estrutura e harmonia. Com aromas menos presentes, mentol e fruta vermelha. Cor rubi no halo e restante tijolo, perdeu em intensidade no paladar para seus irmãos, mas não ficou longe da alta qualidade organoléptica que marca este rótulo. Nota-AC: 92 pts.

Montchenot-15años 2000 – manteve o padrão da safra 2003, mas com mais fruta negra, pouco mentol, couro e caramelo nos aromas. Na boca novamente personalidade, ótima estrutura e harmonia. Longa persistência por mais de 5 segundos! Nota-AC: 93 pts.

Montchenot-15años 1999 – não por coincidência – mas coincidentemente – alinhamos a vertical pelas safras mais novas até as mais velhas. E não restou outro resultado [não esperado], senão gratas surpresas. Esta safra para mim foi a melhor da noite. Uma elegância de morrer. Uma ampola altiva, com aromas incrivelmente abertos para um vinho de 19 anos! Surgem fruta negra fresca, couro, mentol, leve vegetal. Costumo dizer que um grande vinho se mede pelo seu “tamanho” e longo era sua persistência, chegando a +8 segundos. Wow! Um líquido assim você jamais quer se livrar dele!! Nota-AC: 94 pts. E pedindo mais!!

Montchenot-15años 1998 – fechando a vertical nada menos que outro exemplar de cair o queixo. O preferido do seleto grupo de degustadores! Provando às cegas, um vinho bordalês clássico, mas nada enfadonho, muito pelo contrário, apesar dos 20 anos era o de maior nível de taninos, finos e bem moldados, entre os cinco vinhos. Líquido límpido e harmonioso. Longa persistência e personalidade. Nota-AC: 94 pts.

Uma noite como esta é para ficar na memória para sempre. Tudo por causa de um vinho que, na boca, em que pese as avaliações imparciais, sobra prazer hedônico e diletante deste humilde servo. Como bem diz Patrício Tápia (Descorchados©), ele lamenta o fato de que a elegância deste vinho seja esquecida dos apressados consumidores de “bombas”. Mas enquanto existir o DCV nada disso estará perdido. Por fim, nos resta agradecer aos nobres participantes desta Vertical, além da equipe de Marcos Rachelle, e especialmente ao Jaime, pela parceria que tornou perfeito o evento.


2a Vertical MERLOT TERROIR de Brasília

Nesta 5a.feira, dia 01 de novembro, foi realizada a 2a. Vertical do vinho Merlot Terroir Miolo, promovida por este Editor do Blog DCV Decantando a Vida. A primeira degustação ocorreu em 2014 e você pode acessar aqui o artigo completo. A prova foi realizada às cegas, no Bistrô da Enoteca World Wine (410 Sul, Brasília). Os avaliadores foram sommeliers e especialistas reconhecidos. São eles: Sérgio Pires (Prof. ABS/DF), Jorge Paim (Sommelier), Raimundo Neto (Amicus Vinum), Ayrton Gissoni (Blog Enofilia), Marcos Rachelle (Sommelier, WorldWine), Marcelle (Amicus Vinum), e Antonio Coêlho (DCV).

Apenas para recordar o motivo que nos levou a promover nova degustação vertical deste ícone da produção nacional vinícola, foi a mais recente (2018) premiação que o Merlot Terroir obteve em Bordeaux-FR, conquistando sozinho medalha de ouro, entre todos vinhos nacionais do concurso Challenge International du Vin. antes disso, como todos sabem, o MT conquistou em 2010 o prêmio de melhor Merlot do mundo entre ampolas até 15 Libras, em Londres. A seguir apresentamos o resultado final da prova às cegas, com as 35 notas dos jurados, mas antes teceremos algumas considerações a respeito desta apuração.

1. Repetidamente, a constância na qualidade das cinco safras mostrou-se impecável. Os aromas, cores e sabores mostraram enorme regularidade.
2. A média de notas superou a da 1a. vertical de 2014, com 1/3 das notas individuais acima dos 90 pontos. A média geral alcançou 87,5 pts, um ponto além dos 86,5 de 2014; um patamar incrível para vinhos made in Brazil(!), inclusive nas avaliações deste Editor que vos escreve.
3. Mais uma vez se confirma – e lá se vão uma centena de nossas declarações – a vocação nacional para vinhos: a guarda. Nesta vertical fica flagrante tal assertiva, com a classificação seguindo quase a ordem decrescente, de 2004 a 2015.  E vamos às avaliações.


MT 2004 – A preferência desta safra foi de cinco jurados, tornando-se a melhor da noite. Produção: 18.000 gfs. Cor atijolado e bordas rubi. Olfato de frutas negras, couro, animal. Acidez super equilibrada com taninos macios, num “corpo extremamente elegante”. Final de boca bem longo. Depósitos na garrafa pelo tempo de guarda. Um show de terroir brasileiro. 91 pts!
MT 2012  e MT 2011 – Empatados na preferência dos jurados. O 2012 revelou-se expoente desde a prova de 2014, quando obteve incríveis 86 pts no lançamento à época, e a indicação de que seria “uma promessa e que ficássemos de olho nele”. Na boca, equilíbrio e harmonia, com final muito duradouro e ótima estrutura. Leve couro, alcaçuz, mentol. O 2011 foi surpreendente, superando a fama de “patinho feio” da prova de 2014, onde obteve 83 pts. Comprovou grande evolução em garrafa, com bela cor rubi e bordas violáceas. Notas de estrebaria, mentol, couro e frutas negras no aroma.   88 pts (ambos).
MT 2008 – Seguiu de perto os dois anteriores (2012 e 2011) e foi o segundo melhor na avaliação de dois jurados. Prod.: 30 mil gfs. Cor rubi com halo violáceo e aromas frutas vermelhas, mentol e leve defumação. Harmonia pura e equilíbrio em todos quesitos, tanto que contou com duas notas superiores a 90 pts.! Nas palavras da jurada Marcelle, este “se confundiria com um bordeaux com facilidade”. 87,5 pts!
MT 2015 – Logo no início das provas verificou-se o menos pronto exemplar da vertical. Ainda apresenta as qualidades dos demais mas em níveis menores. Cor centro rubi e halo violeta pela metade. Baixa intensidade aromática, em toques de frutas vermelhas e couro. O único das cinco safras com notas herbáceas. Boa adstringência e corpo médio. O menos harmônico entre todos, necessitando ainda de tempo para evoluir com qualidade. 84 pts.


(*) Metodologia de apuração: média aritmética simples, com alinhamento do desvio padrão. Foram identificadas baixas faixas de dispersão nas notas da maioria das cinco safras.

Por fim, gostaria de agradecer: a todos jurados pela colaboração e seriedade com que participaram, trazendo suas experiências nesta 2a. vertical; ao Marcos Rachelle, da Enoteca World Wine; E aos amigos Jorge e Petrus pela busca das safras 2015 e 2004, sem as quais não seria possível a realização desta histórica prova vertical.

  

Resultado da 6a. Seleção TOP-3 da VINUM BRASILIS 2018

No dia 1º de agosto de 2018, reunidos no restaurante GERO, em Brasília, um juri formado por 12 especialistas provaram às cegas (sem conhecer os rótulos degustados) 66 rótulos de 30 vinícolas brasileiras. O evento fez parte das atividades da XI VINUM BRASILIS, que ocorre nos dias 16 e 17 de agosto, no Shopping Iguatemi – Brasília. O objetivo desta iniciativa é a escolha dos melhores rótulos, entre vinhos espumantes, brancos e tintos.

Os especialistas – um juri técnico de renome na prova de vinhos – foram convidados para degustação, pela organização da VINUM BRASILIS, sob a diretoria de Petrus Elesbão e Guto Jabour. Estavam entre os melhores sommeliers e conhecedores de vinho da Capital Federal: Ana Clara (Sommeliére, ex-Gero), Antônio Matoso (ABS/DF), Bárbara Soares (Blog PapodeSommeliére), Dimas Moreira, Etiene Carvalho (Blog VinhoTinto), Flávio Souza, Frederico Benjamim, João Paulo (restaurante Gero, Grupo Fasano), Leandro, Rachel Alves (professora e Mestre de vinhos), Rubens e Thiago Matheus (Blog VinhosdoDia). A coordenação técnica da degustação às cegas foi dos editores do Blog Decantando a Vida, Eugênio Oliveira e Antonio Coêlho.

Os curadores da grande degustação adotam a forma de contagem de 1 a 5 pontos, resultando nos conceitos: ruim, razoável, bom, muito bom e excelente (respectivamente), com escalonamento a cada 0,5 ponto. Busca-se, assim, fugir do senso comum; dos tradicionais sistemas de pontuação. Nesta sexta edição da competição ficou latente a consistência dos resultados obtidos com esta mecânica de degustação, consolidado com o volume de dados fornecidos pelo juri: sendo registradas 792 notas. A metodologia de apuração busca a média global ponderada, com inclusão de taxas de erro [através do cálculo do desvio padrão mediano].

Diferentemente das outras edições do concurso da Vinum Brasilis, foi alterado o sistema de premiação, que passou a ser classificado por tipo de vinho, sendo eleitos os TOP-3 de cada categoria.

Por meio do programa de apuração das notas, criado pelos editores do DCV, fica latente na recente amostra de Brasília, a ideia de que o vinho nacional obtem um conceito de qualidade MUITO BOM, mantendo uma evolução sem precedentes na história.

Os Editores:
Antonio Coêlho & Eugênio Oliveira

A seguir a Seleção dos vinhos TOP-3 da VINUM BRASILIS 2018:

 

Degustação Inédita de Vinhos de Minas Gerais

Numa noite memorável, o restaurante da Chef Ticiana Werner foi o palco para maior degustação de vinhos de Minas Gerais já ocorrida no Brasil, capitaneada por este editor que vos escreve, e que contou com a presença de 12 degustadores, entre sommeliers, enófilos, editores de Blogs e jornalistas da enogastronomia de Brasília, quais sejam: Alexandre Bodani, Antonio Matoso, Ayrton Gissoni, Etiene Carvalho, Liana Sabo, Marly Maia, Renata Berford, Renzo Viggiano, Sérgio Resende, Wang TS, Washington Brito e Antonio Coêlho (Editor DCV).
   
A coleção – garimpada durante dois anos por este editor – contou com 13 garrafas, sendo 9 rótulos distintos, de seis vinícolas mineiras (incluindo uma “intrusa”, da divisa de São Paulo, na Serra da Mantiqueira).
Todos os participantes foram unânimes em ressaltar a altíssima qualidade dos vinhos mineiros de colheita de inverno, sendo que a maioria não conhecia este Terroir Sul de Minas como região produtora de vinhos, e a minoria conhecia apenas um ou dois rótulos dos vinhos desta inédita amostra. A análise dos degustadores confirma em números a qualidade das provas obtidas durante o jantar desta 2ª.feira (16/7/2018), ocorrido em Brasília.
A seguir apresentamos o resumo dos nove vinhos do evento, na ordem de preferência dos participantes da prova, os quais acredito, pessoalmente, que em menos de uma década, possam estar no nível de qualidade e até superiores em comparação à região do Vale dos Vinhedos/RS. O futuro dirá se seremos assertivos ou não?!


Primeira Estrada Syrah 2010 – os quatro primeiros na classificação estiveram muito próximos em qualidade, demonstrando a boa nivelação da produção mineira de vinhos de colheita de inverno. Este exemplar da vinícola Estrada Real já se mostrou também ótimo vinho de guarda, que com seus oito anos estava inteiro, harmonioso, boa personalidade e persistência. Aromas de ameixa passa, leve couro e especiarias, como azeitona (nas palavras do enófilo Renzo). Origem Três Corações/MG; colheita em Julho/2010; matura 12 meses em barricas francesas + 12 meses em garrafa. Nota média geral: 92 pts.

Maria Maria “Bia” Syrah 2015 – brilhou juntamente com o 1ª. Estrada Syrah e até muito parecido na boca, exceto por conter menos especiarias e estar mais jovem, merecendo mais cinco anos de plena vida. A ideia do nome Maria Maria veio através da amizade de seu proprietário Eduardo Junqueira com o compositor/cantor Milton Nascimento, seu conterrâneo. Origem de Três Pontas/MG e colheita em agosto/2015. Nota média geral: 91 pts.

Luiz Porto Cab. Sauvignon 2013 – juntamente com o Verrone Syrah, ambos empataram em 3º lugar entre os vinhos da noite. Esta ampola é o vinho especial da casa Luiz Porto, encorpado e com notas balsâmicas e boa fruta. Complexidade média e sabor mentolado. Evoluiu bastante na taça. De Cordislândia/MG, colheita em Julho/2013, com 12 meses em barricas e só 2.000 grfs. Nota média geral: 90 pts.

Verrone Speciale Syrah 2016 – empatado com o Luiz Porto, este delicioso vinho correu por fora [o “intruso”] e fez bonito. Apesar da vinícola ficar no interior de São Paulo, mas na divisa com Minas, este vinho também passou pelo assessoramento e implementação da EPAMIG/MG, o que pode-se dizer que ele tem alma e coração mineiros, além de sua colheita seguir os padrões dos vinhos de inverno, por isso ele figurou em nossa coletânea. De origem de Itobi/SP, Serra da Mantiqueira, sua colheita é de julho/2016, estagiando 12 meses em barricas, com uma tiragem de 3.000 grfs. Nota média geral: 90 pts.

Primeira Estrada Chardonnay 2017 e Espumante Villa Mosconi Extra-Brut, ficaram empatados com Nota média: 88 pts. O espumante Mosconi repetiu suas boas avaliações anteriores em outros concursos que participou como: Brinda Brasil´18 e Top-5 WineRun’17. Um espumante personificado, complexo e instigante. Apesar da pouca acidez e por ser um extra-brut, possui residual palatar adocicado, mas incrivelmente persistente. Já o Chardonnay da Estrada Real foi uma das sensações da noite para maioria dos degustadores. Sua citricidade marcante e a alta intensidade aromática (de acordo com Ayrton Gissoni), resultaram em pura delicadeza gustativa. Um branco pronto; para se comprar em caixas.

Dom de Minas Cab. Franc 2015 – apesar de ter decepcionado relativamente, já que jamais provei um Franc nacional de pouca qualidade, ainda assim teve boa aceitação geral e manteve alta as avaliações dos mineirinhos. Esta ampola é vinho da linha básica da Luiz Porto. Vinho de mesa com um toque de elegância. Colheita de julho/2015, com estágio 12 meses barricado. Nota média: 87 pts.

Por fim temos o Riesling Villa Mosconi 2014 e o Maria Maria Rosê 2016, ambos empataram com Nota média: 85 pts. O Riesling passou regular sem muitos atributos e sem a tipicidade da uva riesling, mas à mesa acompanha a comida sem fazer feio. Um branco suave, pouco ácido e para pratos leves. A versão rosê do Maria Maria não carrega os genes dos seus laureados irmãos, tinto e branco. Com notas de morango e groselha, na boca mostra pouca acidez num corpo pesado e harmonia regular.
 (Coêlho e Ticiana Werner)
 (Coêlho e Ayrton Gissoni)

Em resumo, após a prova desta completa “carta” dos vinhos de Minas Gerais, ficamos impressionados pelo o que este novo terroir brasileiro pode oferecer, agora e no futuro brilhante. Mostrando que a vitivinicultura do cerrado e da colheita invertida, dos chamados “vinhos de inverno”, veio para ficar; para alegria e satisfação dos consumidores brasileiros!

Fotos dos vinhos: Ayrton Gissoni
Fotos gerais: A.Coêlho e Etiene Carvalho
Restaurante Ticiana Werner (CLS 201 Sul, bl.C – 61-3226-9947)

Por Antonio Coêlho.

Resultado da 5a Seleção Top-11 de Vinhos de Brasília

No dia 14 de agosto passado, reunidos no restaurante Dom Francisco, no clube ASBAC, em Brasília, um juri formado por 15 especialistas provaram às cegas (sem conhecer os rótulos degustados) 42 rótulos de 25 vinícolas brasileiras. O evento fez parte das atividades da
X VINUM BRASILIS, que ocorre nos dias 16 e 17 de agosto, na Faculdade de Gastronomia do IESB. O objetivo desta iniciativa é a escolha dos melhores rótulos, entre vinhos espumantes, brancos e tintos.
Os especialistas – um juri técnico jamais reunido no DF – foi convidado para degustação, pela organização da VINUM BRASILIS, sob a diretoria de Petrus Elesbão. Estavam entre os melhores sommeliers e conhecedores de vinho da Capital Federal: Adriana Nasser (revista GPS), Amair Arneitz (Sommeliére e Juíza/Fisar), Ana Clara (Sommeliére, ex-Gero), André Lui (Mistral), Antônio Matoso (ABS/DF), Deise Lima (Grand Cru), Eduardo Nobre (Winebar IVV), João Paulo (restaurante Gero, do Grupo Fasano), José Robalinho (Enófilo), Leonildo Santana (Dom Francisco), Luiz A. Jabour (Gourmet Butler), Mário Viggiano (Arquiteto Revista VINUM), Paulo Araújo (Enófilo), Rachel Alves (professora e Mestre de vinhos), e Vera Assreuy (Enófila). A coordenação técnica da degustação às cegas foi dos editores do Blog Decantando a Vida, Eugênio Oliveira e Antonio Coêlho.

Os curadores da grande degustação adotam a forma de contagem de 1 a 5 pontos, resultando nos conceitos: ruim, razoável, bom, muito bom e excelente (respectivamente), com escalonamento a cada 0,5 ponto. Busca-se, assim, fugir do senso comum; dos tradicionais sistemas de pontuação. Nesta quinta edição da competição ficou latente a consistência dos resultados obtidos com esta mecânica de degustação, consolidado com o volume de dados fornecidos pelo juri: 630 notas registradas. Após apurados os onze vencedores e a lista de classificação geral, verificou-se que a média resultou em 3,43/5 pontos – igualando a marca de 2013, ou seja, um conceito tendendo a MUITO BOM para o produto brasileiro, nesta recente amostra de Brasília. O que confirma que o vinho nacional cresce em qualidade, mantendo uma evolução sem precedentes na história.

Os Editores: Antonio Coêlho & Eugênio Oliveira


Minha Primeira Rolha de VIDRO

Após nove anos no mundo do vinho, há sempre uma primeira vez. Fato este que ocorreu há um mês quando finalmente consegui adquirir minha primeira ampola com rolha de VIDRO. O vinho é um branco da Itália, que, diga-se de passagem, são conhecidos mundialmente como os mestres do “design”. Esta lindíssima garrafa é prova disso!

Achei este rótulo através do amigo enófilo TS W. Ying e trata-se do branco SCAIA 2014 Gaganega/Chardonnay, produzido pela Tenuta Sant’Antonio, do Vêneto. Possui a rolha em vidro tamponado [vinolok], que lacra hermeticamente a garrafa; nada vaza! Um charme de capsula – vejam a foto abaixo. Serve até como souvenir ou como garrafa d’água pra usar na geladeira.

Quanto ao vinho se engana quem pensa que é só beleza. É delicioso e muito bom. Com notas cítricas, suave acidez, manga e puro maracujá. Pura fruta. Corpo leve e alguma untuosidade, mas com boa pegada pra comida; apesar de seguir carreira solo, numa manhã à beira da piscina ou praia. Um vinho pra comprar em caixas! A uva autóctone italiana garganega é que dá o toque “maracugina” nesta ampola; amaciada pelas notas florais da chardonnay. Uma preciosidade aos amantes de novidades com muito sabor e prazer, e um final de boca incrivelmente longo. Nota: 88 pts.

Gewurztraminer: origem!

DCV090708Bebendo e Aprendendo.
Há tempos atrás li um livro de vinhos somente da Itália (V.Gasnier, Ed.PubliFolha). O motivo da leitura – não que seja objetivo em si, vez que também estou aprendendo sobre França e Portugal – é porque estive naquele maravilhoso País por duas vezes. Arivedecci!!
 
Vocês sabem a origem desta uva branca? Todos acham que vem da Alsácia – da França e da Alemanha, certo. Errado. Acertou quem disse: Itália. Nostra bela itália!!
 
Estudos genéticos do início dos anos 1990 comprovaram o que os habitantes locais sempre disseram: a gewürztraminer surgiu na comuna de Tramin (Termeno), no Alto Adige (Alpes Dolomitas), próximo a Trentino – Norte da Itália. Conhecido como região de Tirol. “Anualmente, durante uma semana em julho, essa aldeia tirolesa torna-se o centro mundial do aromático varietal branco, ao sediar o Simpósio da Gewürztraminer com mais de 200 expositores, além de eventos gastronômicos”. Hoje a palavra é de origem alemã (gewürz) e quer dizer “muito aromática”; “perfumada”. Pronuncia-se: ‘ga-Vertz-trah-Mee-ner’.
 
Esta deliciosa uva produz autênticos vinhos de terroir. A interpretação do Alto Adige (Itália) desta clássica casta aromática é encorpada, “uma explosão de frutas, flores e especiarias”, podendo ser seca ou doce. Atualmente são mais conhecidos os produtores da Alsácia, França, e Pfalz, na Alemanha, donde foi implantada em fins do século XIX. Outros belos exemplos deste vinho encontramos na Austrália, Califórnia e Nova Zelândia. Seus vinhos são bem alcoólicos, untuosos e tem baixa acidez.
 
Magníficos Brancos: Kolbenhof Soll Gewürztraminer (Hofstätter, Itália); Vale Isarco Gewürztraminer (Kuen Hof, Itália). Fonte: Gasnier. Ótimos produtores: Léon Beyer (França); Schlumberger (Alemanha); Zind-Humbrecht (Alemanha). Entre os quatro exemplares que provei desta uva destaco o Alsace Gewürztraminer M.Deiss 2003 (França) – 86/100pts.
Muita bobagem achei, principalmente em fontes “virtuais” – Wikipedia (arghh!), sobre a origem desta uva. Isto mostra como devemos ser criteriosos em nossas des”venturas” na Internet. Que fique bem claro. Aprendi isto com minha professora de Biologia no antigo 1o.ano/2o.Grau (198…), quando levei um ZERO por ter usado uma Enciclopédia como fonte de estudo. Aprendi a lição!
 
Resta-nos agora montar uma degustação à altura dessas maravilhosas Histórias, com tantos atrativos aromáticos e gustativos da tradicional uva. Já estou com água na boca!! Até breve.

Novo Blog DCV retoma suas atividades!

Caros leitores, no mês passado nosso Blog DCV ficou fora do ar por quase 20 dias.  Neste período recebemos centenas de comentários perguntando sobre o que houve?? Cadê o DCV??

Pois bem, retomamos nossas postagens a partir deste mês,  após novo ataque de hacker – o segundo em apenas cinco anos!

Voltamos “com tudo” (Rsrsrs). Temos um novo Site/BLOG. Mais dinâmico, numa plataforma moderna e atrativa. Ambiente limpo e clean. Mas jamais perdendo o histórico de qualidade nos artigos e matérias, que fizeram o nome Decantando a Vida® nestes oito anos de existência. Esta será hoje e SEMPRE nossa marca registrada. Uma editoração voltada para o leitor e enófilo, iniciante ou praticante, digna e imparcial no trato das coisas do vinho e da vinicultura mundial.

BEM-VINDO ao novo Decantando a Vida – DCV.

Os Editores:
Antonio Coêlho
Eugênio Oliveira